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O Paraíso das Preciosidades Perdidas

é uma espécie de fábula criada pela artista Pati Peccin, onde figuras humanas e seres da natureza confluem entre tempos e espaços. Neste “paraíso”, as narrativas são concebidas com sutileza a partir de fotografias transferidas em tecidos usados.

O espectador é transportado a um lugar desconhecido, onde imagens de pessoas anônimas ganham protagonismo e ao mesmo tempo demonstram sua fragilidade, ao serem aplicadas em toalhas de mesa, guardanapos, lenços e outros tecidos recolhidos pela artista. Incorporados com seus bordados, pinturas e crochê, mas também com marcas, manchas e rasgos causados pelo uso cotidiano, criam memórias sobrepostas entre a fotografia e o suporte.

Essas recordações perdidas ou simplesmente descartadas, encontradas ao acaso, caracterizam uma época em que o registro fotográfico tinha um papel fundamental na salvaguarda das memórias, um objeto de valor sentimental. A partir do momento em que esses objetos são descartados, perdem seu valor como registro ou como memória individual. Sendo assim, O Paraíso das Preciosidades Perdidas lhes confere agora outra forma, ressignificando o seu valor original.

Lela Martorano

Curadora

Contemplada na 23ª edição da Mostra Sesc Cariri de Culturas e terá sua edição virtual em virtude da pandemia. A montagem para a gravação das obras foi realizada no CÍRCULO ÍTALO-BRASILEIRO DE SANTA CATARINA e ficou aberto ao público em um curto período.

Assista a exposição no canal do SESC CE no Youtube: