Pati Peccin e Sarah Pusch Não seria o coração um território? O território das fronteiras invisíveis, da clandestinidade. Do espaço raiz, híbrido, tronco, fruta. Frutos proibidos? Qual era mesmo a história do pecado? Qual o limite de diálogo do meu coração com o seu? (dentro do meu peito um trajeto gigante, com muitas entradas e saídas, dança sem fim de mistérios clássicos. Qual a história desse fim? como começar?) A morte não é capaz de finalizar o espaço-coração, a morte esconde, a morte transforma mas não coloca fim. Teias, pontes, cordas, fios conectam minha existência à sua e por isso somos infinitos e eternos? Com o fim (por incêndio ou afogamento) se fecham algumas cartas e se abrem outras.

10ª Strangloscope Mostra Internacional Áudio/Vídeo/Filme/Perf. Exp. Curadoria e Realização: Duo Strangloscope

Novembro de 2017 Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), Florianópolis – SC.

Pati Peccin e Sarah Pusch Senhora M existiu nos sonhos de algumas meninas, ela tinha receitas para tudo, sobretudo falava sobre constelações do útero, ela existia mas ninguém sabe se era epifania ou eremita, tinha enormes cabelos azuis. Sempre que ela aparecia as meninas desenhava compulsivamente borboletas. As receitas eram passadas de meninas para mulheres, de mulheres para meninas. Todas elas falavam do útero. Não seria o útero uma casa? Uma casa cheia, com tantos acúmulos, tanto sangue e às vezes um vazio gigante, uma casa sem piso, um buraco negro.

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